[sumário nível 1]

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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO DA USP
Área de Concentração Paisagem e Ambiente História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo


AEU5001-2026/1 ARQUEOLOGIA DA PAISAGEM METODOLOGIAS EM GEO-HISTÓRIA E HUMANIDADES DIGITAIS

Professores Responsáveis:
Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno (FAUUSP)
Iris Kantor (FFLCH-USP)
Euler Sandeville Junior (FAUUSP)
Manoel Fernandes de Sousa Neto (DG-FFLCH-USP)
Dante Martins Teixeira (UFRJ)
Professor Convidado: Prof. Dr. Massimiliano Grava, Università degli Studi di Pisa
Convidados: Esdras Arraes (FAU-USP), Luis Ferla (UNIFESP) e Ricardo Nahas (CESAD-FAU-USP)
Apoio: Cátedra Jaime Cortesão – FFLCH-USP/ LECH-USP/ PPG-Geografia-USP.
Agradecimento especial às professoras Iris Kantor (LECH-USP/ Biblioteca Digital de Cartografia Histórica – USP), Ana Paula Megiani e Fernanda Padovesi.

Datas: 26, 27, 28 e 31 de agosto e 1 e 2 de setembro de 2026, 9-13h e 14-18h
Locais: AU-USP (sala 813, LCG); Geografia – FFLCH (Laboratório de Computação); Cátedra Jaime Cortesão (Av. Prof. Lineu Prestes, 338, no Prédio da Geografia e História) da FFLCH, na Cidade Universitária, Butantã – SP, CEP 05508-000.



Minicurso ministrado pelo Prof. Dr. Massimiliano Grava, geógrafo da Universidade de Pisa e especialista em SIG Histórico, no âmbito do projeto "Atlas do Brasil Urbano e de Paisagens Culturais" (Edital Universal/ CNpq, coordenado pelas Professoras Beatriz Bueno e Iris Kantor) e da disciplina de pós-graduação AEU 5001 – Arqueologia da Paisagem e Humanidades Digitais.

Resumo

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG ou GIS – Geographic Information Systems) constituem, atualmente, poderosas ferramentas digitais para a integração, o gerenciamento e a análise de informações provenientes de fontes extremamente heterogêneas. Para além das técnicas convencionais de investigação estatística, os SIG incorporam a análise espacial como um de seus pilares fundamentais. Na era do Big Data, a dimensão geográfica atua como elemento agregador, permitindo conectar bases de dados que, de outro modo, permaneceriam dissociadas e transformando simples coordenadas em conhecimento espacialmente qualificado.

Essas ferramentas não se restringem à produção de cartografias dinâmicas. Elas também funcionam como importantes instrumentos de processamento e análise para a investigação de problemas multidisciplinares complexos. Seu campo de aplicação é amplo e encontra-se em permanente expansão, abrangendo áreas como a gestão sustentável dos recursos naturais, o planejamento territorial e urbano, o suporte estratégico a serviços públicos (utilities), a preservação do Patrimônio Cultural e a pesquisa geohistórica (Historical GIS).

Os SIG desempenham, igualmente, papel relevante no turismo inteligente e no inventário e na interpretação histórica de paisagens culturais, oferecendo uma perspectiva geográfica indispensável à compreensão de fenômenos sociais e físicos. Graças à possibilidade de simular cenários futuros por meio de modelos preditivos, como os desenvolvidos no âmbito do Projeto Mappa, essas ferramentas também podem contribuir para a antecipação de riscos ambientais, a otimização da alocação de recursos e o aprimoramento dos processos de tomada de decisão, tornando-os mais ágeis, transparentes e fundamentados em evidências.

O mini-curso/workshop tem como objetivo oferecer aos estudantes uma sólida formação metodológica e operacional para o tratamento da informação geográfica nos campos urbanístico, histórico e geográfico. O percurso formativo parte da leitura crítica e da interpretação dos mapas tradicionais e avança para o estudo dos princípios da modelagem numérica e da análise espacial.

Ao longo das atividades, os estudantes trabalharão com softwares de código aberto (open source), explorando a distinção entre modelos vetoriais e raster, técnicas de georreferenciamento, organização e gestão de bancos de dados espaciais, operações de sobreposição (overlay) e procedimentos de levantamento de dados em campo. Por meio do uso de ferramentas amplamente empregadas no setor, os participantes aprenderão a transformar dados brutos em modelos digitais interativos, desenvolvendo competências fundamentais para os atuais processos de análise e monitoramento territorial.

Nesse sentido, o mini-curso/workshop busca estimular uma verdadeira “forma mentis” espacial, indispensável à compreensão crítica do território e ao enfrentamento dos desafios tecnológicos, científicos e profissionais da sociedade contemporânea.

Para participar do mini-curso/workshop, os alunos deverão dispor de computador próprio, com possibilidade de instalação dos programas necessários e acompanhamento das atividades laboratoriais.



Estrutura e abordagem

O mini-curso será composto por aulas teóricas e atividades práticas, conduzidas pelo Prof. Dr. Massimiliano Grava, da Università degli Studi di Pisa, pesquisador com reconhecida experiência no campo da Geo-História e em sua interface com as Humanidades Digitais.

A atividade está vinculada ao Grupo de Pesquisa Arqueologia da Paisagem (CNPq) e ao projeto “Atlas do Brasil Urbano e de Paisagens Culturais” (Processo 401254/2025-9 – Chamada CNPq/MCTI nº 44/2024 – Faixa B – Grupos Consolidados), ambos liderados por Beatriz Bueno e Iris Kantor.

Os projetos reúnem um número expressivo de pós-graduandos, além de professores associados e colaboradores vinculados a instituições de diferentes regiões do Brasil, incluindo universidades federais como UFRN, UFC, UFBA, UFAL, UFES e UnB, além da Fiocruz e do Museu Paraense Emílio Goeldi.

O mini-curso será desenvolvido ao longo de duas semanas consecutivas, no âmbito da disciplina de pós-graduação AEU 5001 – Arqueologia da Paisagem: Metodologias em Geo-História e Humanidades Digitais. Serão seis dias de atividades em período integral, das 9h às 13h e das 14h às 18h, combinando exposições teóricas, palestras e oficinas práticas.

As atividades da manhã serão dedicadas à apresentação e discussão de pesquisas e experiências desenvolvidas na Itália em SIG, enquanto, no período da tarde, serão realizados workshops voltados à aplicação das ferramentas e metodologias apresentadas a estudos de caso selecionados.


Programa das atividades




26 de agosto de 2026 – Manhã: Cátedra Jaime Cortesão/LabGeo | Tarde: LCG FAU-USP

Manhã – 9h às 13h


Tarde – 14h às 18h




27 de agosto de 2026 – Manhã: Cátedra/LabGeo | Tarde: Cátedra

Manhã – 9h às 13h


Tarde – 14h às 18h




28 de agosto de 2026 – Manhã: Sala 813 (Anexo-FAU-USP) | Tarde: LCG FAU-USP
Manhã – 9h às 13h


Tarde – 14h às 18h




31 de agosto de 2026 – Manhã: Cátedra/LabGeo | Tarde: Cátedra Jaime Cortesão
Manhã – 9h às 13h


Tarde – 14h às 18h




1º de setembro de 2026 – Manhã: Cátedra/LabGeo | Tarde: Cátedra Jaime Cortesão
Manhã – 9h às 13h

Tarde – 14h às 18h




2 de setembro de 2026 – Manhã: Cátedra/LabGeo | Tarde: LCG FAU-USP
Manhã – 9h às 13h


Tarde – 14h às 18h





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tatuar na pedra com coração e mistério
Foto de Euler Sandeville Jr., Euler Sandeville Jr., Pinturas rupestres, Fabião I, 2000.




uma proposta de Euler Sandeville Jr.
estudos em história da cultura, das artes e da paisagem:
representações, imaginário, práticas e poéticas


Desenho de Euler Sandeville, vista de Mogi do Pico do Urubu, detlhe.

Aprender entre outros, uns com os outros, para gerar ideias de ações melhores para o Século 21.
O mundo que ajudarmos a construir, sabendo disso ou não, é aquele em que viveremos.
O mundo não será diferente das atitudes que tomamos.





Animação de Euler Sandeville, provável 2001


usamos software livre ubuntu / xubuntu  bluefish bluefish  libre office   gthumb gthumb


Foto de Euler Sandeville Jr., Folha, detalhe, 2009


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