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Instituto da Paisagem


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PESQUISAS E AÇÕES SOCIAMBIENTAIS
PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIOAMBIENTAL


religião, mundo contemporâneo e esferas públicas


Euler Sandeville Jr.
22 de dezembro de 2020

Instituto da Paisagem:
linha de pesquisa 3/3 2021


Este estudo configura-se como uma indagação existencial e intelectual diante de configurações e contradições intensas contemporâneas, em perspectiva exploratória. Insere-se dentro do projeto A Natureza e o Tempo (o Mundo), atravessando as três linhas temáticas desse projeto (conheça as linhas do projeto A Natureza e o Tempo aqui↑) e pensamos como uma das frentes de pesquisa do Instituto da Paisagem para 2021, ao lado dos estudos ambientais urbanos e de desenvolvimento local.

O tema é polêmico e necessariamente inquietante no momento atual, ao tocar em pontos sensíveis e extremamente disputados e conflitivos da cultura, das práticas e disputas políticas contemporâneas, recebendo bastante atenção em estudos acadêmicos, teológicos, organizações políticas e nos meios de comunicação.


Na inauguração do Templo de Salomão estiveram presentes a presidente Dilma Roussef, o governador Geraldo Alckimn, o vice-presidente Michel Temer, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, o prefeito Fernando Haddad, o ex-prefeito Gilberto Kassab, o ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal; a presidente do Superior Tribunal Militar, Elizabeth Teixeira Rocha; o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra; o presidente do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; o cônsul-geral de Israel, Yoel Barnea. Também estiveram no evento Gugu Liberato, Domingos Meirelles, Percival de Sousa, Geraldo Luís, Adriana Araújo, Chris Flores, Milena Ceribelli, Ticiane Pinheiro, Britto Jr, Sabrina Sato, Daniela Albuquerque, Amilcare Dallevo Jr e Netinho de Paula.

Contribuem alguns estudos realizados para o projeto A Natureza e o Tempo na interpretação da cultura contemporânea e ensaios críticos sobre outras temáticas, indicando que o tema deve ser colocado em um campo social amplo, sem prejuízo das convicções de fé, das mobilizações da religião e dos conflitos ideológicos emergentes na fricção de narrativas antagônicas e de projetos políticos contraditórios. Dá continuidade a trabalhos iniciados na pós-graduação em História da Igreja e da Teologia e outros estudos: Religião Pública: Contradições e Disputas nas Esferas da Vida Pública, Religião Pública: Controvérsias no espaço Público Brasileiro, Um Ensaio Difícil: Contrariedades e Afirmações. Narrativas da Guerra dos Discursos. No momento, realizamos a consulta de autores Agamben, Eagleton, Hannah Arendt, Habermas, Paula Montero, além de autores no âmbito das denominações religiosas comprometidos com a temática da religião na esfera de vida pública e incursões em representações artísticas/imagéticas e narrativas.

Nesta abordagem, o tema não tem como foco especificamente a teologia pública e outras formas de teologia católica e protestante, embora possa se valer desses estudos, e não se propõe de modo algum a evitar o confronto com o uso da fé e da religião em disputas que lhe são estranhas a seus fundamentos. Mas o tema é mais complexo do que o campo estrito da religião e da fé. Entende-se que, para além das comunidades de fé, a pauta da subjetividade se constituiu como pauta política e que a distinção entre o público e o privado está longe de ser nítida na contemporaneidade, bem como esferas que se pretendem seculares e políticas de todo o espectro incorporaram elementos e formas da religião esvaziadas de seu conteúdo e vice-versa.

Implica a problematização aberta ao questionamento da inserção social da fé e da(s) igreja(s) no mundo contemporâneo, na vida ativa e nas esferas públicas, bem como a discussão de religiosos e não religiosos em torno da questão e das representações midiáticas e narrativas postas em movimento no debate social e nas contradições e limites que encontram. No entanto, o tema sugere também mais do que isso, se pensarmos o foco em mundo contemporâneo não apenas como suas zonas de conflito da esfera pública moderna e do secular no pensamento contemporâneo, com suas disputas de valores não apenas com a religião ou a política. O “mundo contemporâneo”, com suas contradições, conflitos e possibilidades, é também aquele de realização da existência, com suas poéticas e esperanças, abrindo a indagação, entre outras, do lugar da religião e da fé na experiência vivida entre outros e com outros em um contexto não apenas de modernidade e consumo, mas de postura perante o mundo.

No fim de contas, a questão da esfera pública adquire importância apenas na medida em que a existência pessoal (ao invés de individual) e social no nosso contemporâneo coloca questões abertas, desafiadoras. Ou seja, há um tema mais amplo sem o qual o debate não faria sentido senão como forma de ensimesmamento, que não deixa de ser problemático mas não se resume a ser problemático, definido em religião e mundo contemporâneo: a construção de sentido e sentidos da existência e como nos orientam e direcionam nas práticas.

A definição do projeto ainda depende de conseguirmos contar com algum recurso humano para 2021, visando o acompanhamento de representações sociais em torno do tema, para que resulte em produção mais efetiva.



SANDEVILLE JR., Euler. Religião, mundo contemporâneo e esferas públicas. Instituto da Paisagem+A Natureza e o Tempo. Biosphera21 (http://biosphera21.net.br) on line, 2020.









Aprender entre outros, uns com os outros, para gerar ideias de ações melhores para o Século 21.



Animação de Euler Sandeville, provável 2001


O mundo que ajudarmos a construir, sabendo disso ou não, é aquele em que viveremos.
O mundo não será diferente das atitudes que tomamos.





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espiral da sensibilidade e do conhecimento
uma proposta de Euler Sandeville Jr.







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Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.