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Conceituação da Espiral da
Sensibilidade e do Conhecimento,
por Euler Sandeville Jr., 2003





APRESENTAÇÃO: PAISAGENS PARTILHADAS. AÇÕES, ENSINO, PESQUISA
Euler Sandeville Jr., 09/2019.


"Imagino na entrada das universidades um monumento aos alunos sem nome dos ciclos básicos. Seguramente acompanhado do monumento aos professores sem nome. Estas são pessoas muito importantes, às quais não se dá importância alguma, senão quase que só numérica, no país. Esse monumento tem muita razão de ser, e é invisível, como os humanos aos quais é dedicado. É construído com ideias e afetos, com ações e experimentações. Tem uma espacialidade que se estende como uma respiração através de todos os meandros da instituição, reanimando as pessoas que estão sedentas de ar puro. Não com matéria, nem certificados, nem com registros. É criado animado por um espírito livre, como um sopro quase imperceptível, como passa imperceptível a multidão à qual se refere (dezenas de milhões!). Este monumento sem nome, deve nos lembrar uma espiral em busca da sua verdade com e diante dos outros, solidária: aprendizado."
Euler Sandeville Jr. Paisagens Partilhadas. São Paulo: Tese de Livre Docência, FAU USP, 2011.

Existimos em paisagens partilhadas. É parte de nossa condição humana existirmos apenas entre outros, com os quais e entre os quais aprendemos a nos significar e a escolher nossos caminhos. Existimos no mundo, e nossa existência é uma contínua compreensão desse mundo e de sua transformação, no qual construímos nossos significados, esperanças e capacidade de ação. Infelizmente, como temos visto, esse modo de partilha pode ser violento e adverso ao extremo, o que temos a obrigação de recusar.

Felizmente, como devemos preferir, essa partilha também pode ser solidária e afetiva, para o que temos a obrigação de procurar os meios colaborativos que contribuam para estas possibilidades melhores. Estes meios podem envolver:

  • desenvolvimento de conhecimentos acadêmicos;
  • desenvolvimento da sensibilidade e da ética;
  • desenvolvimento de projetos e programas educativos;
  • desenvolvimento de processos solidários e colaborativos;
  • desenvolvimentode políticas públicas.

Mas, sobretudo, esses meios exigem de nós uma nova disposição mental e cidadã fundada em valores éticos e solidários.

Nossa ciência pode recriar muitos fenômenos da natureza, mas não aprendemos a controlar seus resultados e consequências. A ciência, a filosofia, a política, as religiões, se podem nos ajudar na construção de valores éticos e meios de ação concreta, não legaram a construção de uma condição social com o respeito básico que devemos uns aos outros nesta jornada pelo tempo, nessa magnífica bola azul em que viajamos pelo cosmo na brevidade de nossas vidas. Infelizmente, não raro, os saberes e práticas humanos fizeram exatamente o contrário. Em nosso tempo impera a violência, a injustiça, a mutilação da guerra e da miséria, a corrupção, a destruição da terra que habitamos, embora, muitos de nós, ao contrário, valorizem a paz, a ética, a solidariedade, a justiça.

Não construiremos um mundo melhor destruindo este. Simplesmente, não somos capazes de recriá-lo. Além disso, há a implicação ética de estarmos destruindo um planeta que habitamos por tão pouco tempo, que não podemos recirar, que não fomos nós que criamos.



O saber quando não humaniza deprava. Refina o crime e torna mais degradante a covardia."(Mikhail Bakunin)


"A transitividade crítica, [...], se caracteriza pela profundidade na interpretação dos problemas. Pela substituição de explicações mágicas por princípios causais. Por procurar testar os achados e se dispor sempre a revisões. Por despir-se ao máximo de preconceitos na análise dos problemas. Na sua apreensão, esforçar-se por evitar deformações. Por negar a transferência da responsabilidade. Pela recusa de posições quietistas. Pela aceitação da massificação como um fato, esforçando-se, porém, pela humanização do homem. Por segurança na argumentação. Pelo gosto do debate. Por maior dose de racionalidade. Pela apreensão e receptividade a tudo o que é novo. Por se inclinar sempre a arguições."
FREIRE, Paulo. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: IPF/Cortez, 2001.








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espiral da sensibilidade e do conhecimento
uma proposta de Euler Sandeville Jr.